Preview: Os Mais Esperados de 2013

◊ Estreiam no Brasil em 2013 (ou não) – já assistidos: Indomável Sonhadora (Behn Zeitlin/2012) ; Killer Joe – Matador de Aluguel (William Friedkin/2012) ; The Deep Blue Sea (Terence Davies/2012) ; O Substituto (Tony Kaye/2012) ; O Segredo da Cabana (Drew Goddard/2012) ; Bernie (Richard Linklater/2012) ; Martha Marcy May Marlene (Sean Durkin/2011) ; Snowtown (Justin Kurzel/2011) ; Compliance (Craig Zobel/2012) ; Beyond the Black Rainbow (Panos Cosmatos/2010) ; Twixt (Francis Ford Coppola/2012) ; Miss Bala (Gerardo Naranjo/2011) .
♦ Menções honrosas: A Hora Mais Escura (Kathryn Bigelow/2012); Paraíso: Amor e Paraíso: Fé (Ulrich Seidl/2012); O Som ao Redor (Kléber Mendonça Filho/2013); Depois da Terra (M. Night Shyamalan/2013); Post Tenebras Lux (Carlos Reygadas/2012); V tumane (Sergei Loznitsa/2012); Ferrugem e Osso (Jacques Audiard/2012); Oblivion (Joseph Kosinski/2013); O Cavaleiro Solitário (Gore Verbinski/2013); The Wolf of Wall Street (Martin Scorsese/2013).

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11. TABU (Miguel Gomes/2012): por causa desta imagem. Quando um filme desperta a imaginação por causa de uma única foto, ele deve ser especial. Oportuna porta de entrada para a cinematografia portuguesa, que me é desconhecida até o momento.

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10. ALÉM DAS MONTANHAS (Cristian Mungiu/2012): fanatismo religioso e clausura espiritual estão entre os temas que propiciam os dramas mais ressonantes, em especial quando protagonizados por figuras femininas.

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9. FORA DE SATÃ e CAMILLE CLAUDEL 1915 (ambos de Bruno Dumont, 2011 e 2013 respectivamente): após entrar em contato com a visão serena, porém penetrante de Dumont graças à investigação espiritual de O Pecado de Hadewijch, não poderia deixar de aguardar com ansiedade o concorrente em Cannes de dois anos atrás (ainda sem data de estreia em terra brasileira) e a vindoura biografia encabeçada por Juliette Binoche no papel que Isabelle Adjani defendera em 1988.

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8. PASSION (Brian De Palma/2013): o mestre da câmera sinuosa e eterno apreciador da mente e do corpo femininos volta a se debruçar sobre obsessões já sugeridas em Femme Fatale – como duplos, sonhos, lesbianismo. A esperança de que ele continue um enfant térrible em índole, apesar da idade, nunca morre.

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7. AMOR (Michael Haneke/2012): basta conectar os pontos – vide a sinopse, os intérpretes, o autor. E prepare os nervos para outro turbilhão emocional sobre morte e relcionamentos do provocador que nos “castigou” com Violência Gratuita e A Professora de Piano. Liderando os créditos de atuação, relíquias como Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva, coadjuvadas por Isabelle Huppert.

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6. A VIAGEM (Andy & Lana Wachowski e Tom Tykwer): ambição em termos de estética e conteúdo integra o currículo de Tykwer e dos Wachowski, que também aperfeiçoaram o domínio de histórias que cobrem anos (Perfume) ou desbravam mitologias complexas (trilogia Matrix). Promessa de visionarismo embrulhada pelo gênero mais expansivo e que com frequência dá guarida a explorações indiretas de problemáticas humanas básicas – a ficção científica.

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5. DJANGO LIVRE (Quentin Tarantino/2012): o liquidificador pop-cinéfilo de Tarantino preparando uma nutritiva (talvez ultrajante?) vitamina com ingredientes de western spaghetti e revisionismo histórico? Que a dose seja generosa, por favor. E como será o papel de Samuel L. Jackson, pouco destacado no material promocional?

4. O MESTRE (P.T. Anderson/2012): Joaquin Phoenix como uma alma problemática perdida, com esperanças de ser salva pelo autoproclamado líder de culto Philip Seymour Hoffman. “Um teste de Rorshach”, definem alguns. Impenetrável, indecifrável, desconcertante. Fragmentado, elusivo. Adjetivos assim, associados ao recente lançamento de um prodígio artista americano, dão água na boca. Anderson, pelo que se lê, radicalizou forma e narrativa em relação ao já rígido Sangue Negro.

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3. ELYSIUM (Neill Blomkamp/2013): nova FC do autor da alegoria anti-Apartheid Distrito 9, em pós-produção há tempos, envolta em mistério (até a campanha de divulgação começar), com Jodie Foster e Wagner Moura na frente das câmeras. Há indícios de que a trama lidará com questões sociais como imigração – Blomkamp não parece ter interesse em ofertar espetáculos vazios.

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2. LINCOLN (Steven Spielberg/2012): curiosíssimo para conhecer a mais intensa colaboração de Spielberg com um roteirista. Tony Kushner ganhou amplo destaque nas críticas, que declararam ser o texto a força motriz do filme, austero e calcado no poder da palavra. No lugar de uma extensa biopic tradicional, o olhar lançado volta-se para os bastidores das negociações políticas que deram à luz a 13ª Emenda à Constituição norte-americana, num período de quatro meses. E que atores Spielberg arregimentou para encenar os debates kushnerianos! Day-Lewis, Sally Field e Tommy Lee Jones divindo cenas? A tela vai tremer.

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1. THE COUNSELOR (Ridley Scott/2013): vendido como um “Onde os Fracos Não Têm Vez em esteroides”, roteirizado pelo próprio Cormac McCarthy, o filme permitirá a Scott voltar à criminalidade que já explorara antes em projetos díspares como Blade Runner, Chuva Negra e O Gângster. Sua fase atual vem angariando antipatizantes – saudosos do influente visionarismo demonstrado no fim dos anos 70 e início dos 80 -, mas penso que desde Falcão Negro em Perigo o carrancudo inglês vem retomando com vigor sua criatividade eclética, culminando no espetacular (e divisivo) Prometheus. Javier Bardem, Penélope Cruz e Michael Fassbender no elenco são a cereja do bolo.

~ por Gustavo H.R. em 3 de janeiro de 2013.

5 Respostas to “Preview: Os Mais Esperados de 2013”

  1. wow. THE COUNSELOR e ELYSIUM haviam passado batidos por mim. prometem!

    espero bastante deste Além das Montanhas, gosto muito do 4 meses 3 semanas 2 dias do Mungiu

  2. Tabu é uma maravilha, pena que não tem nem cheiro de estreia por aqui. Vamos torcer.

  3. Ainda alimento minha curiosidade maior por Django.

    P.s.: Voltei com o Portal Cine! =)

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