Spielberg e Lucas em módulo sadístico, perverso, ousado, enfeitiçante – eis a gênese da classificação etária PG-13 nos EUA. Cada elemento arranjado na mise-en-scène casa à perfeição com os cortes precisos de Michael Kahn, os enquadramentos, a movimentação de câmera e a iluminação sobrenaturais de Douglas Slocombe, e o coro satânico de John Williams.

Esta sequência de sacrifício humano – com direito a coração arrancado a mão e mergulho em lava incandescente – figura entre as melhores gerenciadas por Spielberg, de praxe referido pelos céticos como um porta-voz do espetáculo sentimentalista pueril… Em Indiana Jones e o Templo da Perdição revelado também um exímio doutor em magia negra.

~ por Gustavo H.R. em 11 de abril de 2011.

3 Respostas to “”

  1. Indiana Joneeeeeess!!!!
    A melhor saga de aventura de todos os tempos. Esse é o 2°, não?
    A maioria das pessoas acham este o mais fraco dos 3 primeiros. Acho que não existe fraco, são todos excelentes e esse é tão divertido, tão clássico, tão nostálgico que não tem como ser fraco. Acho que nenhuma das companheiras do Indy grita mais que a deste filme.

    Esse tem um tom mais infantilizado, mas descompromissado. Lembrando até Goonies as vezes. Obra-prima, sem mais.

    • Admito que, revendo esse filme pela enésima vez anteontem, foi a primeira em que realmente senti sua magia, por mais estranho que pareça. Passei a gostar dele por sua loucura cômica e violência inesperada. Uma aventura muito louca, enfim.

  2. É difícil reconhecer um grande precursor de tendências. Indiana com certeza foi um dos maiores.

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