A CALDEIRA DO DIABO (PEYTON PLACE/Mark Robson/1957)
Um novelão das antigas condensado em 157 minutos contendo, no mínimo, uma dezena de personagens atuantes. Focado no rito de passagem de adolescentes para a idade adulta, explora conflitos sobre sexo, desafios à autoridade parental e dúvidas sobre carreira profissional. Tudo se passa numa cidadezinha cheia de gente fofoqueira e hipocritamente conservadora, na véspera e nos anos iniciais da II Guerra Mundial.
Associar o filme a uma novela pode soar como um insulto desdenhoso, mas qual o problema em reconhecer sua natureza melodramática quando o elenco é espetacular (Lana Turner, Arthur Kennedy, Diane Varsi, Mildred Dunnock, Hope Lange, Russ Tamblyn), a fotografia em CinemaScope faz jus às locações, a música é assinada pelo mestre Franz Waxman e, principalmente, o roteiro apresenta figuras interessantes as quais desejamos continuar acompanhando, entretidos por seus problemas, suas alegrias e tristezas? [Info] ![]()
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Verdade, não parece ser um insulto chamar de novelão, não!
Aliás, fiquei interessado. Apesar de ter sido indicado a 9 Oscars, não conhecia o filme e nem o diretor.
Foi o primeiro – e até agora único – filme do diretor que vi. Ele também fez “A Morada da Sétima Felicidade”, com a Ingrid Bergman.
Esse filme é ótimo. Um clássico subestimado.