NOSFERATU: O VAMPIRO DA NOITE (NOSFERATU: PHANTOM DER NACHTP/Werner Herzog/1979)

Klaus Kinski.

Teria o leitor já sentido o odor pútrido da morte, engolfado pela gélida morbidez das trevas…? Espera-se que não, mas na hipótese de ser ele alguém de coragem, a releitura do clássico de 1922 pelo alemão Herzog é um prato suculento. A ação é esparsa. O diretor privilegia atmosfera (favorecida por locações reais), composições (desbundantes, algumas homenageando Murnau) e as minúcias da caracterização de Kinski na pele do taciturno Conde Orlock, seus olhos perscrutadores comunicando uma solidão milenar.

Desinteressada em sobressaltos e sanguinolência, esta obra-prima contemplativa, perturbadora, é tornada mais impressionante – e respeitável – pelas portentosas sequências levadas a cabo no muque pela equipe, sem o auxílio de ferramentas digitais. [Info]

About these ads

~ por Gustavo H.R. em 24 de março de 2011.

10 Respostas to “NOSFERATU: O VAMPIRO DA NOITE (NOSFERATU: PHANTOM DER NACHTP/Werner Herzog/1979)”

  1. O grande Klaus Kinski ficou perfeito na pele do vampirão, bem convicente e assustador, o filme é muito bom, na fotografia, no visual, aquelas cenas com milhares de ratos brancos e o pessoal
    comendo na mesa em meio aos ratos foi algo impressionante. Ta aí uma dobradinha que deu certo Herzog + Kinski. Tbm gosto do filme de 1922!
    Abs! Diego!

  2. Mesmo fã incondicional do original feito pelo Murnau, amei essa versão do Herzog com o Klaus Kinski sempre exato, como aliás, sempre foi em toda a sua carreira. Uma pequena obra-prima!

  3. Preciso poegar o original de Murnau.

  4. Gustavo, o filme do Murnau é perfeito e impressiona até hoje.

  5. Clássico absoluto!

  6. Sou louco pra ver esse filme. Esse e o original.

  7. Taí um filme que chamo de obra-prima sem medo. Gosto bastante do original, principalmente pela fotografia, mas pra mim o Herzog conseguiu superar o Murnau.

  8. Se tem uma coisa que ainda não encontrei, mesmo visitando uns 10 sites sobre o filme, é QUAL a sinopse.

    “Jonathan Harker é enviado ao castelo do conde Drácula para vender-lhe uma casa em Virna, onde vive. Mas o Conde Drácula é um vampiro, um morto-vivo que vive do sangue de humanos. Inspirado por uma fotografia de Lucy Harker, esposa de Jonathan, Drácula se muda para Virna, trazendo consigo a morte e a peste ”

    Tá, mas e aí? É só isso?

Os comentários estão desativados.

 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 714 outros seguidores