A ESTRADA PERDIDA (LOST HIGHWAY/David Lynch/1997)

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Patricia Arquette.

As maravilhas saídas do cérebro de Lynch remetem-nos a viagens – perigosas, loucas, sensuais, imprevisíveis – aos recantos sombrios da psique de criaturas perturbadas, distanciando-se do pão e circo para as massas, sem, para tanto, deixar de proporcionar entretenimento. Como piloto do meio de transporte adotado – o audiovisual -, Lynch é um campeão. Cada atalho por ele tomado pode apontar para becos sem saída ou rotas insólitas, sinuosas. O espectador de tudo deverá esperar, exceto o óbvio, nesta fantasia-noir pesadelar que versa sobre o estilhaçar da própria identidade como válvula de escape psicológico diante de uma realidade que se deseja negar. Alucinógeno, frustrante ou enlouquecedor, o saldo é positivíssimo – dependendo de questões ligadas a gosto e tolerância às coisas lynchianas. [Info]

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~ por Gustavo H.R. em 17 de abril de 2010.

12 Respostas to “A ESTRADA PERDIDA (LOST HIGHWAY/David Lynch/1997)”

  1. E a vergonha em dizer que eu não assisti esse filme? :(

  2. Eu gosto bastante desse filme (é difícil não gostar de algo do Lynch!). E a música de Nine Inch Nails é ótima, mesmo não sendo uma das bandas que eu goste.

  3. Você parece mesmo ser fã do cinema de David Lynch, pena que eu esteja tão atrasado em sua filmografia.

  4. Gustavo, uma das características que mais me atraem a este seu blogue é o reconhecimento da genialidade do Lynch. Somos dois grandes fãs desse cinema, pelo que pude perceber. Estrada Perdida, como não poderia deixar de ser, é um filme que considero uma autêntica obra-prima, uma viagem delirante que, na pior das hipóteses, ocupa o quinto lugar numa lista de meus preferidos de toda a década de 90!

    • Lynch caiu como uma bomba em minha vida, desde que vi “Veludo Azul” no final de 2008. “Estrada” provavelmente está no meu top da respectiva década também.

  5. Um dos poucos filmes do Lynch que eu ainda não vi. Mas sei que muita gente adora.

  6. [...] Estrada Perdida (Lynch/1997): “We’ve met before, haven’t we?”. Homem Misterioso (Robert Blake). [...]

  7. Bem Lynch mesmo, de você achar que não tem de onde tirar resoluções satisfatórias para as verdadeiras viagens que o roteiro constrói, e então ser aos poucos surpreendido até o fim. Adorei a atitude do diretor de, depois de ter recebido uma severa desaprovação de Ebert e Siskel, ter colocado o ‘two thumbs down’ num novo pôster e indicar tal classificação como mais um motivo a se ver o filme.

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