PÂNICO (SCREAM/Wes Craven/1996)
A esperteza do texto cínico e autoparódico, aliada ao carismático elenco jovial, destaca este slasher das derivações classe Z e continuações genéricas que infestaram os multiplexes desde a sua estreia. Tal qual o serial killer que retalha o ventre das vítimas com uma lâmina afiada, Pânico, sabedor das convenções estabelecidas há pelo menos três décadas pelos seus antecessores no gênero, as eviscera e expõe ao público, ao mesmo tempo que emprega as mesmas com eficácia revitalizada.
O mote é banal: adolescentes com hormônios à flor da pele, estripados por um assassino trajando fantasia descolada – a Morte, com uma máscara que alude ao quadro O Grito, de Munch. Descompromissado, Craven deu à luz um verdadeiro cult moderno que manteve seu frescor após incitar a proliferação de imitações de mediocridade variável. [Info] ![]()
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~ por Gustavo H. Razera em 22/07/2009.
Publicado em Opinião
Tags: 1996, 5 estrelas, Arquette, Barrymore, Campbell, Comentários, Cox, Craven, EUA, Grandes Filmes, Kennedy, Lillard, McGowan, Munch, Opinião, Pânico, Scream, Suspense, Terror, Ulrich
20 Respostas to “PÂNICO (SCREAM/Wes Craven/1996)”
Comentários encerrados.










Eu gosto bastante deste primeiro Pânico, mas desprezo suas continuações – o 2 eu até não ruim.
O trabalho de Craven no primeiro filme da série foi muito bom.
É um excelente filme, realmente revolucionou o modo de pensar e fazer terror… Pena que a prole nunca foi tão boa quanto o original…
Que surpresa você falar de “Pânico”, Gustavo. Uma vez eu o vi relacionado em alguma de suas listas de filmes prediletos (talvez foi naquela que você montou no seu perfil no Blogger). É mesmo um filme que ainda tem o seu frescor e que tenho certeza que será apreciado como um grande clássico do gênero em gerações futuras. Gosto também das sequências, inclusive o terceiro filme. E você?
Oi, oi, Gustavo!
Lembro-me que gostei muito desse filme, mas detestei as continuações.
Um filme que sempre me intrigou, desse gênero, é O Grito. Não sei se vc já falou dele aqui, mas tenho uma dúvida, se vc puder saná-la: As pessoas, em O Grito, morrem do quê? rsrsrs
De medo? De pânico? Eu, em definitivo, não entendi esse filme.
(Me lembrei dele por sua referência ao quadro com o mesmo nome. rsrsrs. Associação livre… rsrsrs)
Um dia lindo pra vc!
DIEGO e ALEX: apesar de inferiores, penso que as continuações divertem, cada uma a seu modo. O 2 é o mais brutal, enquanto o 3 é ainda mais metalinguístico e engraçado.
O CARA DA LOCADORA: a bem da verdade, o único bom ‘slasher’ que vi depois desse foi… “Halloween H20″.
GUERRA DE PIPOCA: taí, “O Grito” é um que ainda não assisti, mas quero (o original, não o americano). Bom dia para ti tambem! :)
Eu gostei bastante do primeiro Pânico. Levei bons sustos no cinema, mas as continuações foram péssimas. De qualquer modo, lucrou muito e serviu de inspiração pra muitos filmes de comédia pastelão.
Foi um marco, mas não me marcou. Não lembro de absolutamente nada do 1º.
CINEBUTECO: legal você ter visto na telona; só vi o terceiro na sala.
BRUNO: lembro-me de quase cada minuto, para mim é um longa repleto de momentos antológicos.
Faz tempão q vi a trilogia toda, esse sem dúvida é o melhor, mas outros 2 ñ foram ruim, são divertidos, mas inferiores ao 1!
A fantasia do serial killer é hilária e muito irada..haha..muito bom esse filme!
Abs! Diego!
Um dos clássicos do anos 90 que deu início a uma série de imitações de qualidade muito discutível. Lembro de quando juntava os primos pra ver o filme nas tardes de domingo – bons tempos aqueles…
DIEGO: queria ter uma fantasia daquela!
VINÍCIUS: deve ter sido muito divertido. Eu sempre vi o filem sozinho só…
oi, oi, Gustavo, assista mesmo O Grito e me explique, por favor, qual é a lógica das mortes, se é por medo! Aff! rsrsrs
Um bom final de semana pra ti!
Abração.
Gosto muitíssimo. Sessão maravilhosa no cinema (nao sabia nada a respeito) e me encantei com a metalinguagem, com Craven sacaneando os estereotipos e os usando logo a seguir. Funciona como comédia e como terror. A conclusão ainda comenta sobre um atual estado de coisas doentio de nossa juventude.
Abços!
é engraçado como conseguires banalizar o que foi contruido nesse filme.
o primeiro é o único que vale a pena ser assistido.
HÉLIO: é isso aí. Diversão com conteúdo.
THE DUDE: como assim, banalizei? De fato, não me aprofundei nas implicações da trama, mas não é essa a proposta do blog.
Gustavo,
você disse tudo… Um pequeno clássico, mas que gerou filmes discutíveis. É uma pena que em alguns momentos Holywood pega uma fórmula despretensiosa e que deu certo e exagera imitando.
Uma Boa semana por aí!
Achei a trilogia Gritos bastante boa. O primeiro é o melhor, mas as sequelas conseguem entreter também.
Achei que Craven conseguiu revitalizar um género de uma maneira espectacular. Não foi á toa que surgiram tantas imitações. Bons tempos os meus em que sonhava conseguir adquirir o fato do ghost-face aqui na minha terrinha. :)
As sequências são diferentes em comparação com o primeiro, mas gosto de todos os três filmes em igual. Alguns dizem que o terceiro é péssimo muito pela saída do Kevin Willians como roteirista, mas achei esperto aquela matança em Hollywood.
Aliás, também gosto dos produtos genéricos, como “Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado”, “Lenda Urbana” e “Tentação Fatal”.
Faz um bom tempo que eu vi o filme, mas sempre achei sensacional, inclusive as continuações!