•22 de abril de 2014 • Deixe um comentário

thyrt5etrrtsO Sonho de Cassandra (Cassandra’s Dream/Woody Allen/2007): Em dias de temperamento soturno, Allen abandona a tagarelice da serendipidade cômico-romântica para se debruçar sobre criminalidade, livre arbítrio, moralidade, destino e ambição. Seguindo a cartilha de Match Point (o qual, por sua vez, retrabalha as preocupações temáticas de Crimes e Pecados), descortina as consequências provocadas por atos imprudentes e as ironias da vida de dois irmãos que cometem um assassinato para se safarem de uma enrascada.

Apesar de demorar para engrenar, assim que Tom Wilkinson dá as caras e impõe um dilema grave para os rapazes, Allen intensifica o relato, provando pela enésima vez infundadas as críticas que insistem em considerá-lo um metteur en scène desleixado. O diretor exibe aptidão para o suspense (embora antiespetacular), extrai uma performance de inédito comprometimento de Colin Farrel na pele do pobretão em crise de consciência, emprega com propriedade a densa música de um colaborador inusitado, Philip Glass. [Info

•21 de abril de 2014 • 2 Comentários

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Spielberg poderá (ênfase no verbo eleito no lugar de “irá”) se unir a Tom Hanks pela quarta vez com um thriller ambientado na Guerra Fria, baseado em fatos reais envolvendo a CIA, roteirizado por Matt Charman (do vindouro Suite française, com Michelle Williams) e alocado no DreamWorks.

Data de lançamento? Impossível antecipar, pois há diversos outros projetos acumulados no colo de Spielberg, à espera da tomada de uma decisão. Caso venha a ser produzido, com certeza verá a luz do dia somente depois de Robopocalypse ou Montezuma.

Parcerias famosas entre grandes cineastas e atores são notórias: Scorsese & De Niro, Fellini & Mastroianni, Bergman & Von Sydow, Spike Lee & Denzel Washington, Ridley Scott & Russell Crowe etc. Spielberg ensaiou semelhante ligação com Richard Dreyfuss até o fim dos anos 80, mas parece que Hanks se consolidará como o homem de preferência do diretor em frente às câmeras. [Fonte]

•19 de abril de 2014 • 4 Comentários

sdffKansas City (Robert Altman/1996): Na década de 30, uma mulherzinha aguerrida de dentes estragados (Jennifer Jason Leigh) sequestra uma dondoca (Miranda Richardson), esposa  de um conselheiro presidencial, pensando assim ter poder suficiente para fazer uma barganha e livrar o marido larápio das mãos de um poderoso gângster local (Harry Belafonte).

Altman trifurca a narrativa entre a interação da sequestradora com sua vítima (aparentemente cada vez mais amigável), das intermináveis ameaças do chefão ao infeliz amado da heroína e sessões de jazz executadas no recinto do vilão. Ocorre que um personagem oculta uma carta na manga, pronto para improvisar. Altman era perito em chocar com súbitas explosões de violência. [Info

UM CRIME DE MESTRE (FRACTURE/de Gregory Hoblit/2007)

•15 de abril de 2014 • 5 Comentários

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Acredita-se que cabe apenas aos críticos profissionais objetar contra produções formulaicas, conservadoras, carentes de algum elemento apto a salvá-las da mediocridade. Não deveria ser assim.

Na posição de espectador confesso que, embora Hoblit tenha conseguido tornar Fracture um entretenimento inofensivo, moderadamente agradável de se assistir, não há espaço para outra reação após acesas as luzes além do esquecimento instantâneo. Se nenhuma cena específica fica retida na memória é por culpa do diretor, cuja mão frouxa e excessiva modéstia em nada favorece as tentativas de criar um ar de tensão, desinteressado em elaborar imagens interessantes. Problemas perceptíveis desde os tempos de As Duas Faces de um Crime – drama de tribunal opaco, com a vantagem de ter um enredo denso se comparado ao deste.

Se o embate psicológico entre Richard Gere e Edward Norton prendia a atenção o suficiente para servir de contrapeso ao anonimato de Hoblit, aqui Ryan Gosling mostra bom serviço enquanto Anthony “Hannibal Lecter” Hopkins limita-se a engatar o piloto automático. O que falta para motivar o genial ator que, nos anos 90, se eternizou com desempenhos marcantes em O Silêncio dos Inocentes, Nixon, Vestígios do Dia e Amistad? Piscadelas ensaiadas, olhares penetrantes, voz suave e sinistra tornaram-se recursos repetitivos, identificáveis de imediato na composição de seus personagens. Desgastados, redundam num déjà vu de maneirismos. [Info]

 
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