Capsulares #56

•1 de setembro de 2014 • Deixe um comentário

tydtytrfTRANSFORMERS – A VINGANÇA DOS DERROTADOS (Michael Bay/2009): Um magistral exemplar cinematográfico para quem desejar entrar em contato com a “arte” do CGI gerado pelas máquinas da IL&M e dos abalos sísmicos provocados pelos mixadores de áudio do Rancho Skywalker. Bay atira em todas as direções nesta continuação um bocado caótica, menos coesa que o longa inaugural. Mas quem espera finesse, profundidade ou sutileza de um arrasa-quarteirão com essa premissa, assinado pelo responsável por Armageddon e Pearl Harbor, está enganando a si mesmo. Apropriado encará-lo como aquele delicioso lanche ultracalórico, embora pouco nutritivo, que a pessoa se permite devorar de vez em quando.

ytuyuytCISNE NEGRO (Darren Aronofsky/2010): Ligeiramente decepcionante para quem esperava a radicalidade e a fuga do óbvio pelas quais Aronofsky se consagrou. O filme é guiado com elegância, ostenta valores de produção admiráveis, os atores são nota 10. Peca pela previsibilidade. Os simbolismos da perturbação mental de Nina (reflexos espelhados, doppelgängers, alucinações etc.) são ostensivos a ponto de, ao aparecerem pela enésima vez, terem esgotado seu impacto. Aronofsky ecoa Repulsa ao Sexo, A Mosca, Os Sapatinhos Vermelhos e Psicose, ficando aquém das inspirações.

thyfthyffCORAGEM SOB FOGO (Edward Zwick/1996): Relato a la Rashomon inspirado em intrigante evento verídico. Prende a atenção, apesar dos excessos na abertura (por favor, desliguem o James Horner!), cuja pirotecnia tampouco convence. Após adotar uma rota investigativa, melhora bem. No elenco, destaque para Lou Diamond Philips.

GODZILLA (Gareth Edwards/2014)

•29 de agosto de 2014 • 4 Comentários

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Distante anos-luz da tragicômica versão de Roland Emmerich – cheia de personagens desinteressantes, atores idem e piadinhas infames -, este reboot ganha pontos justamente pela decisão artística que também lhe angariou detratores: valorizar a presença dos monstrengos retardando-lhes a entrada em cena, mantendo-os à vista apenas durante intervalos esporádicos. Solução singela, porém eficaz, como já haviam provado Spielberg (Tubarão) e Ridley Scott (Alien).

A relativa economia com que Godzilla e seus algozes contracenam com os nanicos humanos, sendo, em geral, mostrados em partes e à noite ao invés de corpo inteiro e à luz do dia, impede que o fator surpresa/ameaça se exaure com rapidez. Desnecessário queixar-se dos dramas interpessoais rasos como pires; a atração principal de um projeto a carregar essa marca resume-se a destruição épica, combates arrasadores e a sensação de deslumbramento mesclado ao medo diante de seres pré-históricos reavivados capazes de reduzir quarteirões de uma metrópole a pó em questão de minutos.

Em nota específica, aplausos à sequência de pára-quedas ao som de György Ligeti (mesma faixa empregada no Portal de Estrelas de 2001 – Uma Odisseia no Espaço) e à catastrófica eclosão do primeiro parasita radioativo, cuja tensão remonta ao ataque do Tiranossauro em Jurassic Park. [Info]

•28 de agosto de 2014 • 2 Comentários

drtfydrtytf(1923–2014)

 
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