GODZILLA (Gareth Edwards/2014)

•29 de agosto de 2014 • 4 Comentários

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Distante anos-luz da tragicômica versão de Roland Emmerich – cheia de personagens desinteressantes, atores idem e piadinhas infames -, este reboot ganha pontos justamente pela decisão artística que também lhe angariou detratores: valorizar a presença dos monstrengos retardando-lhes a entrada em cena, mantendo-os à vista apenas durante intervalos esporádicos. Solução singela, porém eficaz, como já haviam provado Spielberg (Tubarão) e Ridley Scott (Alien).

A relativa economia com que Godzilla e seus algozes contracenam com os nanicos humanos, sendo, em geral, mostrados em partes e à noite ao invés de corpo inteiro e à luz do dia, impede que o fator surpresa/ameaça se exaure com rapidez. Desnecessário queixar-se dos dramas interpessoais rasos como pires; a atração principal de um projeto a carregar essa marca resume-se a destruição épica, combates arrasadores e a sensação de deslumbramento mesclado ao medo diante de seres pré-históricos reavivados capazes de reduzir quarteirões de uma metrópole a pó em questão de minutos.

Em nota específica, aplausos à sequência de pára-quedas ao som de György Ligeti (mesma faixa empregada no Portal de Estrelas de 2001 – Uma Odisseia no Espaço) e à catastrófica eclosão do primeiro parasita radioativo, cuja tensão remonta ao ataque do Tiranossauro em Jurassic Park. [Info]

•28 de agosto de 2014 • 2 Comentários

drtfydrtytf(1923–2014)

E.T. O EXTRATERRESTRE (E.T. THE EXTRA-TERRESTRIAL/Steven Spielberg/1982)

•25 de agosto de 2014 • Deixe um comentário

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O Spielberg de antigamente, autor de clássicos movidos a pura magia, tão escapista quanto catártica. Visavam à emoção. Não valiam menos do que outras vertentes cinematográficas por causa da predominância do fator sentimental sobre o distanciamento intelectual. O anseio de fugir de vidinhas medíocres, a expectativa pueril de testemunhar um evento extraordinário, a necessidade de dar um basta à solidão, enfim, de sonhar e experienciar o impossível integra o universo particular de milhões de pessoas. A troco de que descartar esse dom para semear memórias e fantasias, tachando-o de populismo insignificante?

É recorrente na filmografia ‘spielbergiana’ a imagem de semblantes voltados ao céu, boquiabertos, olhos arregalados, iluminados, travando a vista seja numa espaçonave alienígena gigantesca ou num dinossauro majestoso. Representação fisionômica do maravilhamento, que, não por coincidência, costumava ser a especialidade do diretor. E.T. permanece emblemático, comercial sem abdicar da expressão artística pessoal, de inspiração semiautobiográfica, repleta de cenas icônicas, música inesquecível e temas recorrentes, como a infância melancólica, o cotidiano suburbano, o divórcio dos pais e a jornada empreendida de volta ao lar. [Info]

 
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