OS SUSPEITOS (PRISONERS/Dennis Villeneuve/2013)

•26 de julho de 2014 • 4 Comentários

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A tradução do título original omite seu duplo sentido, um literal, outro metafórico. “Prisioneiros” engloba não só as crianças sequestradas e o suspeito tomado como refém pelo violento personagem de Hugh Jackman, mas também os pais cuja prole lhe foi tomada, deixando-se enredar numa espiral de dor, desconfiança e ódio que os impele a assumir o papel de justiceiros. Tal situação de crise prova ser capaz de distorcer a bússola moral deles, abrindo o caminho para comportamentos tão reprováveis criminalmente quanto os do abdutor.

O filme é um suspense comedido, gravado em cores frias. O elenco parece se perder nas emoções turbulentas das figuras desorientadas que interpretam – trata-se de um elogio. A textura visual evoca morbidez e tragédia, feito paradoxal graças à beleza sutil da fotografia, sem apelar para uma espetacularização incompatível com a atmosfera sombria exigida pela trama. Não foi concebido como entretenimento agradável, sim, para ser levado a sério. O desfecho aberto, sugestivo, encerra a sessão com um calafrio. [Info]

Scarlett, Musa Sci-Fi

•24 de julho de 2014 • Deixe um comentário

Há nove anos, ela estrelou um filme respeitável do Sr. Michael Bay, A Ilha, infelizmente ignorado nas bilheterias. Em 2014, há poucos meses, desconstruiu a própria imagem no hipnótico Sob a Pele e, a partir de amanhã nos EUA, vai expandir sua potência cerebral na estreia do mais novo projeto de Luc Besson, Lucy.

Um blockbuster ultracomercial americano, um cult situado na Escócia, um híbrido de ascendência francesa. Scarlett Johansson está reservando para si um nicho eclético no gênero da ficção científica, complementado por Ela, O Grande Truque e participações especiais no universo Marvel.

•21 de julho de 2014 • 2 Comentários

fghcfghgf127 HORAS (127 HOURS/Danny Boyle/2010): Por que lembramos de faltas para com terceiros em horas de desespero? Nossa percepção da realidade parece aumentada em situações-limite, quando há chances de acontecer o irreversível – a morte. Atribuímos a importância necessária a alegrias fugidias, tomadas por certas no cotidiano?

Boyle e Simon Beaufoy, corroteiristas deste filme tremendamente poderoso, concluem que vale a pena continuar vivendo, pois nada há de mais gratificante do que reconhecer as dádivas da existência de qualquer pessoa: a família, os amores, os arrependimentos, o aprendizado, o amadurecimento. Coisas óbvias, porém elementares.

Alguém desencantado, desapegado, teria se rendido – nem pensaria em sacrificar o próprio braço para se livrar da morte certa, preso naquele despenhadeiro. 127 Horas, pulsante em sua edição e fotografia multifacetadas, cuja credibilidade dramática se deve em especial à extenuante performance de James Franco, é um hino despertador a favor da valorização do ímpeto de ser. [Info]

 
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